sábado, 20 de novembro de 2010

Mulheres apresentam mais doenças cardíacas


Apesar de ser saudável estar na moda, aumentou o número de mulheres com aumento de doenças cardiovasculares. Na época da vovó, as doenças do coração apareciam somente depois dos 60 anos. Hoje a realidade é outra e bem diferente.

O sexo feminino está sofrendo riscos cada vez mais cedo à saúde, e entre os mais graves está o do coração. Mas qual será o fator determinante para isso? A alimentação da mulher moderna está menos saudável e o hábito de se exercitar está ficando para depois devido à falta de tempo.

Secretária de uma multinacional, Carolina Hugo, 29 anos, já aprendeu a conviver com o estresse diário de seu trabalho e com suas possíveis conseqüências. “Tem dias que me estresso muito. Sei que, futuramente, posso me arrepender, mas preciso do emprego.”

Casos como o de Carolina são mais comuns do que se imagina. Muitas mulheres, geralmente as que são as responsáveis pela manutenção familiar, se submetem à empregos com alto nível de estresse para manter o sustento da família e, muitas vezes, ignoram os alertas do coração para os problemas. Fernanda Jesus, 31 anos, viveu esse drama.

“Trabalhei alguns anos como caixa de supermercado e sempre me aborrecia nessa função. Cheguei a sentir duas vezes dores no peito, mas ignorei, até que um dia enfartei”, conta Fernanda, dando graças à Deus por sua história ter tido um final feliz.

Segundo o cardiologista, Henrique Cabral, a mulher do século XXI tem o fator estresse como agravante. “O mundo evoluiu e, com ele, as doenças. A mulher de hoje vive do trabalho e, com isso, o nível de estresse aumenta devido ao tipo de trabalho. É necessário se manter vigilante e dar mais atenção à saúde.

O coração feminino é menor que o masculino e tem o ritmo mais acelerado, e assim como os homens, as mulheres devem se preocupar em mantê-lo saudável. Para isso, é importante dar ao organismo uma alimentação adequada, não saturando-o de gorduras e frituras, e possuir uma rotina de exercícios físicos durante a semana para contrabalançar os excessos.

Estudar, apesar da deficiência física


Para quem possui algum tipo de deficiência física, a locomoção até o local de estudo se torna muito difícil. Há calçadas esburacadas, o meio fio é alto e nem todo motorista de transporte coletivo para e tem paciência para esperar enquanto o passageiro sobe com a cadeira de rodas.

A rotina de um estudante cadeirante é mais complicada do que muita gente pensa. Porém, na maioria das vezes, a persistência vence. Como é o caso do estudante da Fundação de Apoio à Escola Técnica -
FAETEC, Marcelo Vasconcelos, de 17 anos. “É complicado, eu enfrento um leão por dia nas ruas, mas se não fizer isso não me formo.” Morador da Zona Norte, Marcelo tem que sair de casa mais cedo que os demais colegas para não perder o ônibus que dá acesso à cadeira.

Complicado também é para o acompanhante. Marcelo conta com a ajuda de sua mãe, a enfermeira Lucy. “Como trabalho em esquema de plantão me facilita, mas quando não posso acompanhar o Marcelo, é o meu marido que o faz.”

Segundo Sandra Corrêa, professora de Marcelo, sua deficiência não impede em nada o seu aprendizado. Pelo contrário: ele é um dos melhores alunos da classe. “Ele sempre senta na primeira fileira e não desvia a atenção por nada, suas notas sempre foram ótimas”, declara.

A representante de cosméticos Rosemere Dantas, 35 anos, sente na pele o preconceito em relação à sua filha Lara, sete anos, cadeirante e deficiente mental. “A Lara vive em outro mundo e, com isso, não entende quando as pessoas olham para ela e dizem ‘tadinha’. Minha filha é uma criança como outra qualquer e eu quero respeito.”

Rosemere enfrentou dificuldades para conseguir um colégio que aceitasse sua filha e, com a demora, Lara perdeu um ano de estudos. “Ninguém a aceitava. Foi uma batalha encontrar um lugar bom que não tivesse tanto preconceito.”

Mas tudo indica que a inclusão de deficientes físicos e mentais deve acontecer, mesmo que aos poucos. Afinal, o Brasil é um país onde ser diferente é normal.

Ainda não existe solução para o SPAM


Qual é a sensação ao abrir seu e-mail e se deparar com várias mensagens na caixa de spam? Desagrado e irritabilidade. Um tipo de mensagem inconveniente que não cansa de chegar todos os dias. Mas qual será a origem desse termo spam?

Por incrível que pareça, não tem nada a ver com a internet. É uma abreviação de spiced ham, um tipo de carne suína enlatada, ou presunto
condimentado. Foi criada na década de 30 por uma empresa americana.

O spam,é uma mensagem eletrônica que é enviada para várias pessoas ao mesmo tempo, sem que estas tenham solicitado. É uma espécie de demonstração de algum produto a ser vendido, em outras palavras, uma maneira de fazer publicidade. Também pode ser enviada com algum tipo de vírus que danifique seu computador.

Todo e-mail hoje em dia, já possui uma caixa de entrada que detecta mensagens que são consideradas spam, isso facilita o usuário a identificar qual e-mail pode ser uma ameaça de vírus, ou simplesmente uma mensagem indesejada.

Para manter seu computador longe dessas ameaças, limpe com frequencia sua caixa de spam, e troque sua senha em média, a cada três meses, com esses procedimentos, você estará correndo menos riscos, já que ainda não existe uma solução para acabar definitivamente com o spam.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um doce de menina

Foto:Gabriela Sant' Anna

O cupcake, bolinho famoso pelas coberturas decoradas, virou febre entre as brasileiras

Servidos em forminhas coloridas, os pequenos bolinhos de origem norte-americana, chamados de cupcakes, atraem meninas e mulheres por ter uma aparência delicada. A guloseima, que já era sucesso nos Estados Unidos, ficou mais conhecida em terras brasileiras depois que Carrie Bradshaw, personagem interpretada por Sarah Jessica Parker, no seriado “Sex and the city”, mostrou adorar os doces.

Assim como Carrie, a estudante de Jornalismo Gabriela Castilho, de 19 anos, se diz apaixonada pelo quitute e conta que abre um sorriso de criança quando vê o bolinho à venda: “Tenho aquela coisinha boba de escolher o mais bonito. Encho a boca sentindo a parte crocante de cima e a parte macia do bolinho”.

O doce é muito comparado a outra receita comum entre os americanos, o muffin, que ganhou o apelido de “primo pobre” do cupcake. A diferença entre os dois está na massa, que no caso do refinado docinho é mais fofa, e nos confeitos variados — desde granulados a cerejas no topo do creme.

Lilly Almeida, vendedora de uma loja especializada na iguaria, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro, diz que as adolescentes são as principais clientes e que os cupcakes são confundidos com a decoração do quiosque: “Elas passam e não conseguem não olhar, porque é muito chamativo. Algumas até acham que é decorativo e chegam a perguntar se o bolinho é realmente de comer”, completa.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

As belezas e a tranquilidade de Caxambu



Fotos: Natália Arueira


Cidade mineira possui arquitetura voltada para o bem-estar de moradores e visitantes

Quem já teve a oportunidade de conhecer a cidade de Caxambu sabe que o local oferece muito mais do que queijo minas e doces em compota. Localizada entre dois vales na Serra da Mantiqueira, a cidade respira tranquilidade. Suas ruas são pouco movimentadas e o povo muito hospitaleiro.
Foi justamente por essas qualidades que o casal Herival e Hélida Lisboa decidiu se mudar do caos e da agitação do Rio de Janeiro para criar suas duas filhas, Helena e Isabela, lá: “Já conhecíamos a cidade e ficamos encantados com a qualidade de vida que esse lugar oferece. Já são três anos morando aqui”, diz Herival.
A propósito de saúde, é em busca dela e de longevidade que muitos turistas visitam o Parque das Águas. Ele conta com 12 fontes de águas termais com propriedades diversas. "Até a Princesa Isabel já esteve aqui para tratar um problema de infertilidade. Muitas pessoas se dizem curadas", revela Pedro Carneiro, zelador do parque há 17 anos.

Vista do Balneário Hidroterápico,
dentro do Parque das Águas de Caxambu



Ainda dentro do Parque das Águas, há um teleférico de onde é possível ver toda a cidade de forma panorâmica. São 1.090 m de altitude até o Morro de Caxambu. Para quem não tem medo de altura, é uma ótima atração. Para completar, vale a pena dar um passeio de charrete para conhecer melhor a região.



Vista panorâmica de Caxambu

Se pintar saudade de algo mais urbano, dá para pegar um cineminha que quebra a imagem de pacata da cidade. Também conta com mini-shoppings, além das feiras de artesanato locais. Herival reforça: "Caxambu está se desenvolvendo, mas conservando o charme de uma cidade interiorana e é disso que eu mais gosto. Acredito que os turistas também".

Catapora no Rio preocupa pais


Com a proximidade do verão, doenças típicas da época, como dengue e virose, sempre deixam os pais em alerta. Mas é uma que vem preocupando pelo aumento de casos nos últimos meses. Desde o início de agosto, a varicela, mais conhecida como catapora, tem levado muitas crianças ao serviço público de saúde. A melhor forma de prevenção é a vacina, mas ela não está disponível nos postos da rede pública por não fazerem parte do calendário básico de vacinação. A doença é causada por vírus e transmitida com muita facilidade. O contágio pode se dar pelo ar ou contato direto com a pessoa infectada.

Os sintomas são bem conhecidos. Os mais visíveis são as bolhas que se espalham por todo o corpo. Elas podem aparecer dentro da boca, nariz, orelhas, entre outras partes do corpo. Coceira e febre também são muito comuns. Embora não seja uma doença fatal, os médicos aconselham cuidados, pois pode haver risco de agravamento do quadro.

A pediatra Elizete dos Santos Rodrigues, médica há 32 anos, alerta para o peridgo de infecção secundária, pneumonia viral, infecção no ouvido e meningite. “Se a criança estiver com a imunidade baixa, o risco da catapora evoluir para uma outra doença é grande. Ao aparecerem os primeiros sintomas, os pais devem procurar atendimento médico imediatamente, para avaliação”, Na Clínica de Saúde da Família Augusto Boal, na Maré, e no Posto Médico de de Irajá, onde a doutora Elizete atende, a média diária de crianças com catapora nos últimos três meses ficou entre oito e cinco casos.

A menina Louize Marie Lírio, cinco anos, contraiu catapora no mês de setembro e deu um grande susto nos pais. “Por conta da doença, minha filha desenvolveu uma lesão nos olhos e infecção no ouvido. Ela teve que tomar antibióticos e ficou afastada da escola por 15 dias”, conta Márcia Lírio, mãe de Louize. Além dos transtornos, um outro problema trazido pela catapora é a marca deixada pelas bolhas na pele. Depois que começam a secar, formam-se cascas onde as bolhas estouraram que, se forem arrancadas, podem deixar cicatrizes permanentes.

Louize tem outros dois irmão que também ficaram doentes. Os pais que quiserem imunizar seus filhos têm que desembolsar uma quantia de R$180,00 por dose. São necessárias duas. Márcia disse conhecer a existência da vacina, mas por conta custo não pode proteger os filhos.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra catapora só está disponível na rede pública para portadores de quadros clínicos específicos: pessoas com deficiência imunogênicas congênitas ou adquiridas. As populações indígenas, por serem mais vulneráveis, também são vacinadas. Não há previsão para a incorporação da vacina contra varicela no calendário básico de vacinação da criança.

A doutora Elizete afirma que a vacina é a melhor forma de prevenção mas que, mesmo assim, ainda existe a chance de contágio: “É raro mas, quando acontece, os sintomas são bem mais leves e não trazem tanto incômodo para as crianças”. Os pais que queiram imunizar os filhos devem procurar clínicas especializadas em vacinas e não esquecer de consultar sempre o pediatra.

Turismo brasileiro a todo vapor

Néia Pires embarcando para Argentina
foto: arquivo pessoal

TEXTO: George de Sousa

Até pouco tempo, viajar para o exterior era apenas para ricos. Porém, vários fatores têm contribuído para mudar este cenário: fortalecimento da economia, maior poder de compra do brasileiro e desburocratização da documentação. Para muita gente, o sonho, agora, ficou mais próximo.
A agente de turismo Ivi Dourado, 24 anos, que trabalha com turismo há seis, confirma que as vendas de pacotes internacionais aumentaram significativamente nos últimos três anos. “As viagens para os países da América do Sul são as mais procuradas. Além de os vôos serem curtos, os preços são bem acessíveis”. Mas ela faz uma ressalva: “Desde 2007 o passaporte não é mais exigido para viagens sulamericanas”. Buenos Aires é um dos destinos mais procurados pelos brasileiros.
Assalariada, a gestora de RH Mônica Nunes, 38 anos, foi para Buenos Aires este ano, onde ficou por cinco dias. Antes, só em 2009, ela conheceu o Uruguai. ”Quero passear por toda a América Latina e aprender mais sobre a cultura e a história desses países.” No próximo ano, Mônica pretende ir ao Chile, já que os preços, segundo ela, estão em conta.
E foi justamente a baixa de preços que estimulou a professora Néia Pires, 32 anos, a realizar sua primeira viagem internacional. “Achei barato e ainda parcelei em 10 vezes.” Ela visitou a capital da Argentina e adorou conhecer a Casa Rosada. ”Já andei bastante pelo Brasil. Minha próxima meta é conhecer a Disney.”
Conhecer os EUA ainda faz parte do sonho de consumo dos brasileiros. Para as agências de viagens, a tendência do turista é conquistar vôos mais altos. Como Ivi Dourado, o mercado prevê, inclusive, a necessidade de especialização da mão de obra do setor.